Entrevista Mais Educativa Teresa Damásio: O motor do progresso social

Registando 90% das inscrições, provenientes do 9.º ano, o prestígio reconhece o rigor de uma escolha convicta e de primeira linha, validada pelo apoio europeu e pela confiança empresarial.

Teresa Damásio, Administradora do Grupo Ensinus, alerta que a asfixia financeira, resultante do atraso sistemático dos reembolsos, bem como do congelamento dos valores por turma, requer um esforço acrescido para a manutenção do estatuto de vanguarda.

A digitalização, aliada à evolução disruptiva da Inteligência Artificialexige uma atualização constante dos currículosassente em competências transversais?

Apesar dos desafios recentes, causados pelo atraso na atualização do Catálogo Nacional de Qualificações, que condicionou o planeamento do próximo ano letivo, temo-nos mantido na vanguarda da inovação, substituindo as tradicionais Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) pela Inteligência Artificial (IA) e desenvolvendo conteúdos e infraestruturas próprias.

Nesta transição, o papel do docente passa a tutor ou guia de um modelo, centrado no estudante, que aposta na inovação pedagógica e científica, aliada a uma forte estratégia de internacionalização, permitindo alavancar o nosso sucesso, traduzido numa elevada procura.

Mediante uma verticalidade rara do Pré-Escolar ao Superiora estrutura possibilita um progresso 360.º e uma aprendizagem ao longo da vidaque elimina “tetos de vidro” ou barreirasaparentementeintransponíveis?

A grande mais-valia reside na continuidade e na coesão, proporcionando uma experiência integrada, sob os mesmos vetores fundamentais, que reforça a identidade institucional numa rede global.

Hoje, estamos presentes em Portugal e na vasta maioria da CPLP, à exceção de São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, levando uma visão de desenvolvimento sustentável a todo o mundo lusófono.

Solicitando uma maturidade prática precocea dupla certificação viabiliza uma proximidade sólida ao mercado de trabalhoque permite a preparação de talentos e a antecipação de tendências?

A estreita colaboração com o tecido corporativo não é meramente pontual, mas uma presença constante e ativa em conselhos consultivos, na avaliação das Provas de Aptidão Profissional (PAP) e em fóruns de debate. Este envolvimento traduz-se ainda num apoio tangível, através do patrocínio de espaços escolares, garantindo que a formação se mantém alinhada com as exigências reais do mercado de trabalho e que os alunos ficam verdadeiramente preparados para entrarem no mercado de trabalho, como acontece, assim que terminam os seus cursos.

O investimento em Centros Tecnológicos Especializados (CTE) redefine uma modernizaçãoque capacita agentes de inovação?

A modernização tecnológica foi, de facto, impulsionada por fundos, que permitiram alavancar o Ensino Profissional. Contudo, essa evolução está em risco, devido à atual gestão dos reembolsos. Não podemos ignorar que o atraso sistemático nos pagamentos está a fragilizar as instituições, de forma crítica.

Embora se verifique um maior investimento no setor e um aumento das escolas com oferta profissional, o sucesso depende, acima de tudo, do cumprimento dos compromissos financeiros com quem está no terreno.

A mobilidade “Erasmus+” entrega um contacto direto com dimensõesque proporcionam um verdadeiro laboratório de consciência?

A internacionalização, através de mobilidades e estágios no estrangeiro, desenvolve competências transversais, desde as pessoais às científicas.

Ao mergulharem noutras culturas e realidades empresariais, os alunos adquirem uma visão global indispensável para o mercado detrabalho. Considero que ignorar a mobilidade no ensino atual é quase um atentado aos valores europeus. É incompreensível que a tutela não premeie as escolas com projetos fortes nesta área. A internacionalização deveria ser um critério determinante na atribuição de turmas, no âmbito do Ensino Profissional. O porquê de isto ainda não acontecer é uma questão que, apenas, o Ministério da Educação poderá esclarecer.

O bem-estar emocional revela o alicerce do sucessoque procura um equilíbrio humanizado?

O bem-estar emocional tornou-se uma prioridade central nas nossas instituições. Para responder a este desafio temos reforçado as nossas equipas multidisciplinares, integrando não apenas psicólogos educacionais, mas também psicólogos clínicos e educadores sociais.

Acreditamos que o bem-estar deve ser transversal, por isso, estendemos este cuidado aos nossos professores e funcionários. Iniciativas como aulas de yoga e pilates nas escolas refletem a nossa convicção de que a felicidade e o equilíbrio emocional são condições essenciais.

Com o aumento dos fluxos migratórios, a integração edifica ambientes de diversidademulticulturalismo e impacto?

A escola é, por excelência, um espaço privilegiado para a integração social. Nas nossas instituições, a presença crescente de alunos, oriundos dos PALOP e de outras nacionalidades, é encarada como um ativo fundamental. Esta diversidade enriquece a nossa comunidade e permite-nos consolidar políticas de inclusão e multiculturalidade, que têm um impacto profundo no percurso dos alunos.

Para nós, esta vivência intercultural não é apenas um desafio, mas sim um fator de diferenciação muitíssimo positivo e que deve ser essencial para a nossa comunidade educativa e para o desenvolvimento dos nossos alunos.

O futuro reside na conquista de patamares ambiciosos?

Num contexto de incerteza global, o papel do Governo e da União Europeia na promoção do Ensino Profissional torna-se ainda mais crítico. Este modelo é um pilar determinante para a coesão social e para a afirmação da Europa como um polo global de inovação e competitividade.

É imperativo que o apoio a esta via cresça, pois não existem economias saudáveis nem mercados de trabalho resilientes que não tenham o Ensino Profissional como um alicerce fundamental do seu sistema educativo. Por isso, continuaremos a querer que as nossas escolas estejam na vanguarda e que continuem a desafiar os seus alunos a serem melhores todos os dias.

Consulte a entrevista aqui.

8 Jul, 2026

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